sexta-feira, 23 de maio de 2008

Versos afectivos

Beijos

«Os beijos que me dão
são para mim gestos banais,
Mas lá no fundo sei que são
gestos muito especiais!

Parecem mimos banais
como uma flor!
Mas têm características especiais,
Têm a cor do amor!

Têm o aroma de quem ama,
a alegria de quem sente
e, quando envolto pela nossa mão,
abrem qualquer coração!»

Ana Isabel Cabral, 5ºC

Mãe é tudo

«Vida tão dedicada
proteges-me sem cessar
sinto-me tão amada
sempre com vontade de voltar!

Cresci em cada dia
Numa constante harmonia.
Sou criança! Sou feliz!
És tudo o que sempre quis!»

Inês Oliveira, 5º C

Poesia

Este terceiro período foi dedicado ao estudo da poesia. Realizaram-se diversas actividades com a finalidade de sensibilizar os alunos para as características tão especiais do texto poético. Aqui ficam algumas produções dos meninos de 5º ano.

«A bola que rebola
pela rua
desenrolando sorrisos de crianças.
Que felizes as crianças ao rolar com a bola
pelas ruelas da esperança
de uma vida melhor!»

Miguel Bernardo, 5ºB

«A manhã amanheceu
melancólica, morna, muda.
A manhã amanheceu,
o sol inundou o mundo
brilhante, moderno
com os seus raios luminosos.
A manhã amanheceu
e o mundo mudou...
mas permanece eternamente meu!»

Daniel Fortuna, 5ºB

«Uma raposa
que passeia
e dorme.

Mete-se na toca
olha à sua volta
e repara na solidão
que a revolta.»

Patrícia, 5ºA

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Poesia é...


Para incentivar ao estudo da poesia, os meninos foram convidados a ler expressivamente alguns poemas e a reflectir sobre o significado desta tipologia textual. Estes são alguns dos versos construídos pelos alunos:

«Poesia é o iluminar de uma noite escura...»
Guilherme, 5º B

«Poesia é fazer música com as palavras, é ouvir o canto do amor.»
Cláudia Pessoa, 5ºB

«Poesia é difícil de compreender, pois, por vezes, as pessoas não têm capacidade para encaixar a poesia dentro de si.»
Filipe Rocha, 5º B

«A poesia é o canto de um grilo,
um prado florido,
um cavalo imaginário.»
Mariana Silva, 5º B

«Poesia é uma flor a desabrochar no jardim.»
Margarida Maia, 5º B

«Poesia é o amor e o reconhecimento do interior de cada um.»
Luís André, 5º B

«Ser poeta é...
Escrever palavras com música,
soltar o coração,
dizer o que nos sussura a alma
e escrever com paixão!»
Joana Ramos, 5º B

A Primavera


«Quando acabava o Inverno e começava a surgir a Primavera, tudo se animava. Na aldeia de Água-Pura, os últimos flocos de neve caíam, amparados pela melodia maravilhosa das cantilenas infantis sobre a Primavera, que se avizinhava.
Em Àgua-Pura vivia Cátia, um menina sonhadora. No entanto, as outras crianças afastavam-se dela, uma vez que a consideravam uma menina estranha. Quando sentia um gesto de rejeição, a pobre rapariga ficava tristíssima e, aos poucos, tornou-se na mais solitária criança da aldeia.
Certo dia, tinha acabado de chegar a casa e cumprimentar o seu pai, quando, subitamente, a campainha tocou e o carteiro lhe entregou uma carta.


Cara menina,
está convidada para o baile da primavera que se realizará esta noite, às 21 horas.

Cátia passou o resto da tarde a pensar no que vestiria para tão importante ocasião. Como não possuia nenhum vestido bonito, decidiu usar um outro, bastante simples, que tinha no armário.
Chegou ao baile e foi convidada para dançar, pois a delicadeza e simplicidade do seu vestido e da sua postura encantou os restantes convidados. No final do baile, foi realizado um concurso para premiar a menina mais bonita da festa e Cátia ganhou por possuir o vestido mais de acordo com a estação que se aproximava - tinha flores de todas as cores estampadas no tecido, um colar de rosas e uma tulipa belíssima no cabelo! A menina ficou radiante com o sucedido e deixou de ser tão solitária como antigamente.
As outras crianças deixaram de a ignorar e tornaram-se mais simpáticas e sorridentes. Afinal, só a repudiavam porque era da família mais pobre da aldeia. Quando descobriram os encantos da sua forma de ser desejaram conquistar a sua amizade.»


Ana Sofia, 5º B







Um dia de Tempestade


«Um dia acordei e , em vez de ouvir os pássaros a chilrear no meu jardim, ouvi os ruídos do vento que soprava ferozmente e da chuva a fustigar a janela do meu quarto.
Como era Domingo, deixei-me estar repousada na cama, atenta a esses sons que tanto aprecio.
Ao início da tarde, fui com os meus amigos dar um passeio. Apesar do mau tempo, lá nos metemos no carro e dirigimo-nos até à beira-mar. A chuva continuava a cair com muita intensidade e o vento parecia soprar com mais força, mas isso só tornava o dia mais interessante aos meus olhos. Estacionámos por cima da falésia e ficámos dentro do carro a observar o mar com as suas enormes ondas. Quando batiam nas rochas, surgia uma enorme nuvem de espuma branca.
Entretanto, quando regressávamos a casa, começámos a ver relâmpagos e a ouvir trovões cada vez mais ameaçadores.
A noite caiu, mas o céu continuava iluminado pela trovoada.
No conforto do meu quarto, pensei em como a natureza consegue ser bela e, ao mesmo tempo, assustadora!»

Sofia Ramos, 5º C

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A nossa face

Como já tinha sido referido anteriormente, os pequenos criadores desta página vão tecendo apresentações dos colegas. Aqui se regista mais uma que deve ser lida com humor...

«O Afonso tem cabelo castanho, olhos castanhos e pele clara. É de estatura média e o seu rosto tem uma forma oval e larga.
Psicologicamente, o Afonso é brincalhão e gosta de se divertir. Por vezes é demasiado agitado e preguiçoso, mas continua a ser um bom amigo.
Enfim, o Afonso é assim, nós não podemos mudar a sua forma de ser, mas podemos ajudá-lo a ser cada vez melhor.»

Ana Sofia, 5º B

O meu amigo Nero

«O meu amigo Nero vive em Trás-os-Montes.
Um dia, eu e os meus pais fomos fazer-lhe uma visita. Como o meu amigo é muito simpático e educado, assim como os seus pais, gostei muito de passar o dia com ele. Enquanto passeávamos, vi grandes rebanhos que por ali pastavam acompanhados por um pastor que, por sua vez, estava acompanhado por um cão enorme! No final do dia, convidámos o meu amigo e os seus pais para passarem as férias da Páscoa em minha casa. Eles aceitaram o convite, o que me deixou feliz!
Viemos para o Porto e, no dia seguinte, fomos mostrar-lhes a cidade. Ficaram espantados ao ver o mar, os barcos de pesca e os de passageiros, pois nunca tinham visto aqueles cenários.
No final das férias regressaram satisfeitos à sua terra.
Foram umas férias bem divertidas com os meus pais e o meu amigo Nero!»


José Pedro Pinheiro, 5º C

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